Sinais…

As vezes me pego pensando se seria o certo sucumbir aos teus encontros, como aquela notificação do celular, da qual te faz querer abrir logo o aplicativo. Não sei se te responder é minha melhor opção, ou ir direto ao teu encontro a mais aconselhável solução, mas talvez a saída sensata seja na solidão. Qual solidão eu iria escolher afinal– A minha ou a sua?– Queria todos os motivos para te colocar no colo, apenas seguir nesse emaranhado de lucidez e no final não se desfazer de tuas caricaturas.

E assim como o desconhecido, me da uma puta vontade de te encontrar na rota desse GPS, chamado de: vida. Será que ele iria me dar um caminho correto ou me jogaria em locais desconhecidos? sinto em alguns momentos que te tenho, porém parece que essa tal rota sempre se recalcula ao chegar em ti. E até quando ficaremos nesse fuzuê… Nessa incerteza de nossos medos. Tenho a impressão que esses sentimentos são só obstáculos na nossa estrada: buracos, rua alagada e trânsitos infernais. E eu não entendo essa tua roupa amassada, tão difícil para mim; mas amava a estrada.

Quero chegar ao nosso ponto de encontro estabelecido verdadeiramente, sim aquele primeiro(não se faça de desentendida), perguntar a ti até quando vais me deixar nos sinais amarelos e vermelhos. Até quando o teu radar inteligente vai ficar me observando para não ultrapassar a “velocidade”. Tu compreendes bem que nesse horário da vida é inevitável ficar em ruas soturnas sem avançar alguns semáforos.

Foto do site

Quais são ainda os motivos desse teu interno criar tantos trajetos para nós? Apesar de eu ter tantas Playlist, sinto que a cada música ela esta se acabando. E realmente não sei se dirigir nessa estrada irá ser a mesma emoção, sem aqueles repertórios musicais que criamos. És tão linda como o verão e que tal fugirmos logo nessa estação… Espera eu encher o tanque, prometo abaixar os vidros, ir devagar, criar as melhores sensações- só me dá a mão.

Talvez seja meu engano te pedir isso tudo, eu não sei. Não! Está no tempo de eu largar de mão esse passeio e ir na contra-mão, todavia não mais de carro. Chegou o tempo em que até minha buzina parou de funcionar com tantas cortadas nesse engarrafamento.

Estou pegando minhas tralhas, abrindo a porta do carro e indo contra aquele rumo estabelecido. Vou a pé. E sobre o carro, bom, coisas são só coisas. O GPS eu deixei por lá, parece que aquele objeto tem vivido por mim; logo desativei aquelas notificações, esteja avisada, ta bom? Se quiser me encontrar, saia do carro, vá pela calçada, pegue um ar… talvez se guiar pelas nuvens seja um bom caminho, tem uma música do Rubel que até comenta sobre isso(chama-se “nuvem”).

O nosso amor nessa caminhada vai estar nas entrelinhas de um caminho sem rumo, mas eu desconectei de você. Ou melhor, evaporei ao “despertar”.

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